Raparigas como Nós

de Helena Magalhães 

ISBN: 9789897772177

Edição ou reimpressão: 06-2019

Editor: Editorial Planeta

Idioma: Português

Páginas: 424

Género: Romance, YA

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Goodreads: 4,43✯ (aqui)

Sinopse

Uma história de amor irresistível, que é também o retrato de uma geração que cresceu sem redes sociais. Pode uma paixão da adolescência marcar o resto da vida?

Festivais de Verão, tardes na praia, experiências-limite com drogas, traições e festas misturam-se com amores improváveis e velhas amizades. Um romance intemporal nos cenários de Lisboa, Cascais e Madrid, que mostra tudo o que pode esconder-se atrás da vida aparentemente normal de uma rapariga… como tu.

«Beijamo-nos ao som daquela música que ouvia em casa sozinha deitada na minha cama. Durante o resto da vida, não importaria o que estivesse a fazer ou onde, quando ouvisse os primeiros acordes […], recordar-me-ia do olhar do Afonso fixado em mim, da sua mão no meu rosto, do meu coração a tremer e de me sentir a rapariga mais feliz do mundo. Porque Lisboa está cheia de bares a abarrotar de miúdas bonitas que, num piscar de olhos, se colocariam de gatas a ronronar nas suas pernas. Mas ele viu-me a mim.»

«Se algum dia se sentirem sozinhas, estranhas, deslocadas do mundo que vos rodeia, lembrem-se da Isabel, da Alice, da Luísa, da Marina e até da Marisa das argolas… Raparigas como nós.»

A Minha Opinião

Ora bem, este livro foi o livro de 2019, foi o sucesso nacional. As expectativas estavam bem lá em cima, por isso não contem com nada menos do que uma crítica a sério, pura e dura. 

Este livro é contado em vários momentos temporais, o presente (na realidade 2004) e o passado (1999), e conhecemos a história pelo ponto de vista da Isabel, uma rapariga normal. Em 2004 conhece Afonso, um rapaz mais velho com quem vive um amor intenso, mas uma parte de si não esqueceu o seu amor dos tempos da adolescência, o Simão. Num mundo de drogas, álcool e sexo, acompanhamos as aventuras da Isabel e da Alice, e de todos os outros que as rodeiam. 

Li este exemplar da biblioteca, e com muito carinho, não fosse eu a responsável por ele lá estar. Sim, preenchi lá um papel de sugestão de aquisição depois de ter ouvido falar maravilhas, e qual não foi o meu espanto quando lá vou um dia e o vejo nas sugestões de novidades… peguei logo nele para o trazer para casa. 

O que é que eu achei sobre o livro? Bem foi um misto de emoções. 

Por um lado gostei, identifiquei-me com muitas das coisas que acontecem. É fácil identificarmos-nos, apesar de ser muito mais nova que a personagem, há sentimentos, que são intemporais. Uma coisa interessante é que foi tanto com a Isabel do presente, da relação dela com o Afonso, da forma como se sente, como tudo é tão rápido, como na do passado, levando-me ao tempo do básico. Não andei num colégio privado, por isso vi muita coisa, mesmo passado tantos anos, o tabaco, os charros, a droga era algo presente. Nisso era parecida com a Isabel, ou se calhar no fim das contas, acabei por ver mais que ela. 

Isto foi o positivo, as lembranças que me trouxe, os momentos que me fez reviver. A duologia entre o passado e o presente, e que cada pessoa tem um propósito na nossa vida todos têm algo a ensinar-nos, nem que seja o simples facto: não quero ser como ele(a), só isto já é muito. 

De negativo, a forma lenta como a história se desenvolve, tirava-lhe umas boas páginas, não vejo necessidade de algumas coisas lá no meio, não acrescentaram nada. 

Depois achei que a autora não caracterizou bem a época em que estavam. Por mais que custe, 2004 não é igual a 2020. Eu tinha uns 6 anos, por isso não tenho as melhores memórias, mas tirando ligeiras referências, a história podia-se passar à 15 anos, como agora. Se por um lado essa intemporalidade é boa, por outro, acho que podia ter sido mais demarcada. O que aconteceu nessa altura? Coisas que marcaram os adolescentes? Tipo os morangos com açúcar e afins. Vá aceito que a personagem não visse a série, mas não se falava disso? Como eram os telemóveis? Máquinas fotográficas? Não era nada instantâneo como hoje em dia, e senti que isso não ficou demonstrado no livro. 

Em suma, se recomendo? Sim. Não há muitos YA (histórias com adolescentes) de autores nacionais, pelo menos que eu conheça, este talvez seja a mudança de paradigma que precisamos para puxar jovens para a leitura. Sou adepta que devemos ler algo que nos faça felizes e não apenas para encher chouriços, provavelmente este poderá ser um dos livros que faça querer ler uma pessoa que à partida acha a leitura uma perda de tempo. E se pelo menos com uma pessoa isso acontecer, acho que já vale a pena. 

Por isso, independentemente da vossa idade, leiam, é muito provável que se revejam em pelo menos uma personagem deste livro. 

Classificação

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3 Comments

  1. Trouxe o livro da biblioteca. Será uma leitura a medo, porque penso que é daqueles casos em que a fama é maior do que a qualidade do conteúdo.
    Após ler a tua opinião, ainda mais confirmo a minha ideia. 🙂

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