De: Jeff Orlowski

Com: Tristan Harris, Jeff Seibert, Bailey Richardson

Género: Drama, Documentário

Classificação: M/13

País: Estados Unidos da América

Ano: 2020

Duração:  94 minutos

IMDB: 7,8/10 ✮

Trailer 

Sinopse

Ao revelarem o que está do outro lado dos ecrãs, especialistas em tecnologia mostram como as redes sociais estão reprogramando a civilização, já que estamos constantemente conectados por meio de plataformas digitais.

A Minha Opinião

Este documentário
tem feito correr muita tinta, principalmente pelo que acredita estar a
denunciar, a forma como as redes sociais nos manipulam a todos os níveis.

Acho que não é
propriamente uma novidade o tema. Muito se tem falado nos últimos anos da forma
como as redes sociais e as tecnologias em geral criam adição. Todavia este documentário
vai ainda mais longe, mostrando que as plataformas foram criadas de tal forma
que os algoritmos das mesmas nos estão a manipular.

Existe toda um
painel de “comentadores” que estudaram sobre o assunto, mas que na sua maioria
trabalharam nestas redes sociais, que mais não são que empresas que visam o lucro,
o que também dá credibilidade ao documentário. Se pensarmos que estamos a ver um
dos fundadores do Facebook ou ex-colaborador do Pinterest, Instagram ou
Google, a comentar o assunto, dá-lhe veracidade, afinal eles trabalharam
lá e conhecem aquela realidade melhor do que nós, meros utilizadores.  

De uma maneira
geral os assuntos abordados são, por um lado, quando denotam inatividade na
conta, mandam notificações, e tentam atrair a atenção do cliente, neste
caso o utilizador e por outro, com base na atividade que o utilizador tem na plataforma,
eles mostram conteúdo relacionado. Além disso aborda também a dependência para
com as redes sociais.

A verdade é que
nada disto me surpreendeu. Por exemplo, no Pinterest ou no Youtube,
a questão dos nossos gostos influência bastante o que aparece no nosso feed. Recentemente
no Pinterest comecei a guardar imagens de bolos, bolachas, doces no
geral, se eu neste momento for abrir o meu feed 80% do mesmo será sobre doçaria,
e antes era mais sobre engagement, mas ele vai adaptando-se ao que eu
vou guardando e apresentando-me o que supostamente eu quererei ver. No Youtube
é a mesma coisa, aconteceu-me por acaso ver um vídeo da Sofia Arruda sobre
maternidade, a partir desse momento o Youtube não só me recomenda vídeos
dela, como também sobre o tema.

No caso das notificações
também são notórias, eu por acaso no Facebook tenho as notificações desligadas,
mas do Instagram não. Eu tenho a conta de Instagram do blogue e a
minha conta pessoal, sendo que passo muito mais tempo na primeira. De vez enquanto
aparecem-me notificações a dizer “a Joaquina, o Manuel e a Noélia partilharam
nos stories”
ou “A Joaquina já não partilhava há muito tempo, e publicou…”.
É comum isto acontecer, e eu percebi agora o intuito destas mensagens, é fazer
com que a pessoa abra a aplicação.

Ou seja, eu de uma
maneira geral não me surpreendi com o que foi dito, porque lá está, eu já tinha
noção disto, agora, não percebia a intenção com que era feito. Ou seja, se
aparecer o que eu quero ver, eu não vou sair do Youtube, e nesse momento ele
está a captar a minha atenção e está a ganhar, o mesmo para as outras.

Eu não vejo
propriamente maldade nisto, os utilizadores ficam satisfeitos, as marcas
publicitam os seus produtos, as redes sociais ganham dinheiro. O problema é que
muitas vezes são partilhadas noticias falsas, que não é possível pela dimensão de
todo o sistema fazer uma triagem, e nem todas as pessoas têm a capacidade de
refletir sobre o que estão a ver. Consomem sem pensar, acreditam sem questionar.
Por isso temos pessoas a juntar-se a grupos extremistas, a fazer manifestações
que muitas vezes não têm sentido, a acreditar que o Covid-19 é uma invenção,
entre muitas outras coisas.

Na minha modesta
opinião, este é o grande problema das redes sociais e que podem levar a que
sejam cometidas as coisas mais loucas. Eles ilustram a situação de um rapaz que
começa a por ver uma publicação, depois começam a parecer vídeos, e chega a
passar horas a ver conteúdo, que se a memória não me falha, era sobre o facto
das alterações climáticas serem mentira, e ele acredita no que está a ver, e
consome toda aquela informação se notar o que está ao seu redor.

Ilustram também,
mas de uma maneira mais leve, e misturada com a questão que falei anteriormente,
a dependência que as redes sociais causam, a forma como podem levar uma pessoa
a viver para o número de likes que tem, a esquecer a vida real. A
forma como o facto de estarmos tão imersos no Instagram ou em qualquer
outra, nos faz perder o contacto humano, e quem sabe oportunidades.

Em suma, e ainda
não viram e se tiverem oportunidade vejam, não acho que faça alguém deixar de
usar as redes sociais, mas se calhar pode alertar os utilizadores para que
tenham mais cuidado na sua utilização, que sejam mais criteriosos nas fontes da
informação, e que reflitam sobre como lidam com elas.

Classificação

1 Comment

  1. Olá, tudo bem?

    Eu vi o documentário e achei super interessante, acho que toda a gente devia de ver 🙂

    Beijinhos :*
    omundodapequeninaaa.blogspot.com

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