Eu apesar dos meus 23 anos, sou uma grande fã de livros juvenis. A autora que vos trago hoje, já escreveu mais de 60 livros, são várias as séries de que é autora, e mais recentemente escreveu o Diário de uma Miúda como Tu, que já conta com 7 volumes, falo-vos de Maria Inês Almeida.

 Olá Maria Inês, desde já agradeço ter aceite conceder-me esta entrevista. Qual o seu livro de infância preferido? 

Eu é que agradeço o interesse e a partilha. Lembro-me de adorar os livros da Anita que agora se chama Martine, mais tarde a colecção Uma Aventura de Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada. 

No seu mais recente livro Diário de uma miúda como Tu – tique taque toque, acompanhamos a Francisca na sua dramática vida de pré-adolescente, mas também a inclusão do Instagram e do Tik Tok, num outro volume da série a Francisca cria um canal de Youtube. Considera que são estes pequenos pormenores que a fazem chegar mais perto dos leitores? 

Estes pequenos pormenores fazem parte da realidade pré-adolescente e o objectivo da colecção (daí o título) é que quem lê sinta mesmo essa identificação. Que possa dizer: “Esta Francisca é tão parecida comigo”. Tem os mesmos medos, preocupações, dilemas, desejos, etc. É de carne e osso. Não tem super-poderes. O seu super-poder é o humor e a vontade de cuidar do Planeta Terra e contagiar quem lê também para essa causa.  Isso tem sido conseguido e deixa-me muito feliz.
Os Diário também já estão a ser publicados no Brasil e o feedback é muito positivo. E agradeço à Eurídice (editora), à Joana (editora), à Catarina (ilustradora), ao Manel (ilustrador) e a todas as pessoas que directa ou indirectamente acabam por estar envolvidas nestes Diários. 

A Maria já escreveu mais de 60 livros para os mais novos, o seu currículo é extenso e acompanhou várias gerações de crianças. Qual considera ser a maior diferença na forma como se dirige aos mais novos ao longo dos anos? 

A maior diferença não sei mas sei que mantenho igual a vontade e entusiasmo de escrever. Escrever com verdade, com o coração. Saber que as crianças ou adolescentes gostam do que estão a ler é o que realmente me importa. E que aquele livro tenha sido uma viagem, uma descoberta, um passaporte para qualquer lugar e para outros livros. 

Como se consegue cativar uma criança a ler, quando se compete diretamente com as consolas? 

Desligando as consolas e as televisões. Dando um limite de tempo para os jogos. Criar ambiente para a leitura passa por esses aparelhos não estarem ligados. E, depois, descobrir os livros certos. Nós adultos não gostamos de todos os livros, nem géneros. As crianças também não. Terem opção de escolha, poderem escolher os livros que querem ler. Lermos com as crianças se isso for importante para elas. Há quem goste de companhia para ler. 


Nos jornais de ano para ano é abordado que menos se lê em Portugal. Qual considera ser o papel dos livros infantis/juvenis para inverter esta tendência? 

É essencial. Sou defensora de clubes de leitura nas escolas, de 1h no horário só para leitura e troca de livros e histórias. Mas com livros que as crianças querem levar para partilhar, não livros impostos. A leitura deve ser um prazer.

De todos os livros que já escreveu, qual é para si aquele que tem um carinho especial? 

Sinceramente, por todos. No momento em que foram escritos, publicados, em que chegam a escolas, livrarias, bibliotecas, casas, todos foram e são especiais. 

Que autores são para si uma inspiração? 

São vários pois gosto de ir beber a vários lados. Na música a mesma coisa. 

Se tivesse oportunidade de jantar com um autor/a que admira quem escolheria, e que pergunta lhe faria? 

Juntaria várias autoras à mesa para ser mais divertido. 

Por fim, está a trabalhar num novo projeto? Se sim, o que nos pode contar sobre ele? 

Estou neste momento a escrever o Diário 8. Espero ter novidades para vos contar em 2021.

Onde pode conhecer mais sobre a autora

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