Como já se tornou hábito aqui no blogue, hoje converso com mais uma autora. A conversa de hoje escreve sob o pseudónimo Maria Isaac, um pseudónimo de uma autora já com outras obras publicadas. Publicou dois livros sob este pseudónimo, ambos pela Cultura Editora. O mais recente O que dizer das flores, que já li recomendo bastante.

Olá Maria, antes mais agradeço ter disponibilizado tempo para conversar comigo. Para quem não conhece, quem é a Maria Isaac?

A Maria Isaac é uma escritora que gosta muito de observar pessoas e contar histórias sobre elas.

Na sua página de goodreads diz que Maria Isaac, pseudónimo de uma autora já com outras obras publicadas. Qual a principal razão de criação deste pseudónimo?

É prática habitual no mundo literário que quando se muda de género de escrita se passe a usar um pseudónimo, de maneira a evitar a confusão e frustração nos leitores que, por conhecerem um escritor, esperam dos seus livros um determinado estilo.

O que dizer das flores da Maria Isaac
Pode ler a minha opinião sobre o livro aqui.

Onde Cantam os Grilos é o seu primeiro livro, publicado em 2017. Como surgiu a ideia para este enredo? Quais foram as suas inspirações?

A ideia veio de fazer com que os leitores fizessem a mesma transição que o Formiga, ou seja, saíssem da Herdade do Lago e conhecessem o que a rodeia. A inspiração foi mais uma vez o cenário da minha infância.

Regressa a este mundo no seu mais recente livro O que Dizer das Flores, foi algo planeado?

Sim, quando terminei de escrever o Onde Cantam os Grilos já tinha um desejo de expandir este universo.

Vai haver mais livros ligados a Mont-o-Ver?

Espero que sim!

Se pudesse viver um dia, na pele de uma das suas personagens, qual escolhia e porquê?

Escolheria a Catalina, porque deve ser maravilhoso sentir a liberdade e a confiança dela ao olhar o mundo.

Como convenceria um leitor a ler um dos seus livros? O que acha que os faz sobressair numa prateleira?

Acho que não seria capaz de convencer ninguém a ler os meus livros. Sou muito má a defender causa própria. Deve ser porque acredito que a escolha de um livro é uma decisão muito pessoal e não me atrevo a interferir.

Quão importante é a opinião do leitor para si?  

Muito. São eles que me dizem se consegui ou não contar as histórias que queria contar.

Qual é o livro que considera ser o livro para da sua vida? 

Mar Morto de Jorge Amado mostrou-me como é possível escrever num estilo de realismo mágico que até hoje admiro.

Se tivesse a oportunidade de jantar com um autor, vivo ou não, qual escolheria? E que pergunta não deixaria de lhe fazer? 

Escolheria Mia Couto. As perguntas seriam muitas!

Tem um podcast intitulado de Palavras, num tempo que cada vez mais os podcasts fazem parte do quotidiano das pessoas, o que a levou a criar um?

A experiência de ousar sair do silêncio que é a escrita e aventurar-me a comunicar com som.

E o que podem os ouvintes encontrar por lá?

Diversos temas, mas sempre relacionado com livros e leitura, tudo o que eles trazem à vida de quem reserva tempo para eles.

Por fim, o que nos pode contar sobre os seus projetos futuros? 

Neste momento estou a escrever um novo livro… que, apesar de não ser o que os meus leitores estarão à espera, espero merecer mais uma vez a sua confiança quando escolherem lê-lo.

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