A conversa de hoje é com uma autora bem conhecida e acarinhada em Portugal. Desde do seu primeiro livro que os leitores portugueses se renderam às suas histórias. No meu caso estamos a falar num pleno de 5 estrelas aos 4 livros publicados em Portugal. Todos pela Porto Editora e um por ano desde de 2018. Hoje converso com a Cara Hunter, não só sobre os seus livros, mas também sobre si e sobre o seu processo de escrita. Convido-vos a conhece-la melhor.

Antes de mais, obrigada pela oportunidade de conversar consigo.
Sempre quis ser escritora?

Suponho que sempre foi um sonho, mas apenas se tornou uma possibilidade muito mais tarde, quando me tornei copywriter num regime de freelancer, ganhei mais tempo. Virginia Woolf disse a famosa frase que um escritor precisa de um “quarto próprio”, eles também precisam de tempo!

Como entrou a escrita na sua vida?

Sempre escrevi histórias, mesmo quando era pequena, mas, como mencionei à pergunta anterior, a escrita entrou na minha vida como adulta profissionalmente, quando me tornei copywriter. Foi um bom treino, na verdade – deu-me a capacidade de cumprir prazos, cumprir o prometido e superar o bloqueio criativo!

Perto de Casa é o primeiro livro da série do inspetor Adam Fawley, foi um sucesso. Como surgiu para este inspetor?

A ideia do livro Perto de Casa surgiu-me primeiro como uma reviravolta (sem spoilers, mas para quem leu o livro, sabe o que quero dizer!). Depois disso, o desafio era criar um mundo – uma família e uma comunidade – em que essa história se pudesse desenvolver. Como se tratava de uma história sobre uma criança desaparecida, era inevitável que houvesse uma investigação policial, então Adam Fawley começou como uma peça de engrenagem do enredo, mesmo muito importante!

Nos seus livros, pelo menos nos quatro publicados até agora em Portugal, as personagens principais são crianças ou adolescentes. Foi algo planeado e continuará nos próximos livros da série?

Não, não é planeado. Não me concentro em crianças ou adolescentes, meu interesse é mais pelas famílias e o que acontece quando as pessoas se encontram em situações impossíveis. É por isso que há crianças nos livros – porque são elas que sofrem as consequências.

The Whole Truth é o último livro da série, que provavelmente será publicado em Portugal no próximo ano. O que podem os leitores esperar deste novo livro?

Não se trata de crianças! É um caso que se debruça sobre política sexual e a violência sexual, apenas numa perspetiva diferente da que normalmente vemos. Neste caso, o predador acusado de agressão é uma professora, e a vítima é um jovem estudante do sexo masculino.

Que tipo de pesquisa fez para estes livros?

Pesquisei muito para o livro (como sempre faço), examinando como este tipo casos são tratados, principalmente em termos de procedimentos policiais.

Uma pergunta muito difícil de fazer, mas qual é o seu livro favorito daqueles que escreveu e qual foi o mais emocionante de escrever?

Sempre gostei muito do Perto de Casa, pois foi o primeiro e deu início a tudo, mas estou particularmente orgulhoso da Sem Saída (número 3). Eu acho que há muita profundidade emocional e ressonância neste livro.

Os direitos de TV da série foram adquiridos pelo grupo Fremantle. O que nos pode contar? Já existe uma data para o lançamento?

Ainda não! Mas as coisas estão a andar – como toda a gente sempre me diz, as coisas demoram séculos na TV!

Alguma vez pensou que seus livros seriam traduzidos para tantos idiomas?

Absolutamente não – é um sonho tornado realidade! Especialmente adoro ver todos os designs diferentes para as capas!

Quanto tempo demora em média para escrever os seus livros?

O primeiro rascunho geralmente leva geralmente cerca de três a quatro meses, embora The Whole Truth tenha demorado mais, pois estava em confinamento, o que foi muito difícil. As edições demoram mais alguns meses e a produção chega depois disso. Portanto, todo o processo dura cerca de nove meses.

Qual é a sua parte favorita do processo de escrita?

O segundo rascunho! Quando o ‘andaime’ está montado e finalmente me posso começar a divertir!

Qual é o seu livro favorito dos que leu nos últimos 12 meses?

Recentemente, estive de férias e reli o Asta’s Book, de Ruth Rendell, sob o pseudónimo da Barbara Vine. Um livro maravilhosamente rico e com várias camadas, com um mistério irresistível no seu coração.

Quantos livros não publicados e inacabados tem?

Uns poucos! Todos os escritores têm!

Se tivesse um jantar e pudesse convidar 3 personalidades de qualquer período da história, quem seriam e porquê?

Samuel Taylor Coleridge, o poeta romântico, universalmente considerado o maior falador de sua época; Shakespeare, só porque sabemos tão pouco sobre o homem real e há tantas perguntas a fazer; e a atriz Helen Mirren – acho que ela seria muito divertida.

Pode-nos dar algumas dicas sobre quaisquer livros ou projetos futuros em que esteja a trabalhar?

Acabei de terminar o livro 6 do Fawley, que se chama Hope to Die. É inspirado por um caso da vida real verdadeiramente fascinante e inexplicável …

Por fim, o que gostaria de dizer aos leitores portugueses?

Um enorme OBRIGADO! Por lerem os meus livros, falar sobre eles e dar-me um feedback maravilhoso nas redes sociais, especialmente no Instagram. Adoro sempre ouvir os meus leitores!

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