Hoje inicia-se um ciclo de pequenas entrevistas com os autores da antologia de contos “Sangue”, que será publicada no próximo mês de setembro. Iniciamos as nossas conversas com uma autora já conhecida aqui do blogue, Lívida Borges.

Olá Lívia, e desde já agradeço por me conceder o seu tempo para conversarmos.
Para os leitores que não a conhecem quem é a Lívia?

Sou uma escritora que adora brincar com as palavras e de criar mundos com elas. Tenho títulos publicados na área do romance histórico – “Julia Felix” (Editorial Presença), “Vera e Fábio” (Chiado Books) e “Abelterium” (Edições Trebaruna) – e também em ficção científica – “Futuro” (Editorial Divergência). Tenho também contos publicados em várias antologias. Escrevo sob pseudónimo em plataformas online de Auto publicação e também publiquei um livro no ano passado, “Sonho de Verão” (Projecto Foco), com um desses pseudónimos.

Já escreveu diversos géneros literários, o que a atrai no terror?

O que me atrai no terror é o mesmo, pode-se dizer, que me atrai na comédia – a possibilidade de provocar sentimentos nos leitores; medo, pânico, gargalhadas e dores de barriga. Arrepios, no fundo, de qualquer espécie, bons e maus. Ter essa capacidade é maravilhoso, pertence ao domínio da magia. Criar um texto ao ponto de fazer o leitor entrar para o seu interior e de lhe fazer cantar a alma é extraordinário. Espero que o meu conto na Antologia “Sangue” consiga tocar nesse nervo sensível do leitor.

Qual o maior desafio quando se escreve um conto?

Para mim, o maior desafio de se escrever um conto é tentar condensar uma história num formato pequeno. Sou uma escritora que adora expandir-se na criação das personagens, dos cenários e das situações. Um conto coloca-me sempre o desafio de escrever com balizas, o que se torna estimulante.

Como surgiu a ideia para o seu conto na Antologia “Sangue”?

A ideia surgiu durante uma curta viagem de avião entre o Porto Santo, onde resido, e a ilha da Madeira. Na revista de bordo falava-se sobre as propriedades mágicas do sangue do dragoeiro, uma planta típica da Macaronésia – onde se inserem os arquipélagos da Madeira, dos Açores, das Canárias e de Cabo Verde. Fixei o elemento curioso de que o sangue do dragoeiro, que tem várias aplicações cosméticas e farmacêuticas, se bebido na altura certa da morte pode conferir a imortalidade e determinei utilizar essa informação numa história minha. Surgiu essa oportunidade na Antologia “Sangue”.

Se tivesse a oportunidade de ir jantar com um autor quem escolheria, e porquê?

Escolheria o autor japonês Haruki Murakami. Adoro os seus livros, a forma como ele torce a realidade para incluir nesta elementos do surreal e, mesmo assim, deixar tudo credível. Só lhe iria pedir que o jantar não fosse sushi…

Do género “quem leu o livro x gostará da Antologia Sangue”, que livros escolhia?

Resposta: Não sou uma consumidora assídua de títulos de terror, mas li um livro há uns anos que se revelou tão assustador que costumo usá-lo como exemplo de uma obra que nos provoca medo, apreensão e muitos arrepios gelados. Recomendo, então, “A Joia das Sete Estrelas”, de Bram Stoker. E claro, recomendo absolutamente qualquer conto de Edgar Allen Poe. Ainda hoje tremo com as batidas na porta de “A Queda da Casa de Usher”.

Por fim, o que nos pode contar sobre os seus projetos futuros?

Os meus projetos futuros incluem um novo livro de ficção científica e um romance que acontece no ano de 2020 em plena pandemia de COVID19. Também irei continuar a publicar nas plataformas online de auto-publicação.

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