Se estás à procura de uma leitura diferente, ousada e cheia de metáforas sobre a perceção humana, A Bússola e o Labirinto, de Sebastião Alves, pode ser o título certo para ti. Este romance de ficção científica apresenta-nos um universo peculiar, onde o mundo conhecido é composto por blocos hexagonais organizados em ruas perfeitamente geométricas, mas cuja orientação se baseia nas Cores — uma espécie de guia divino e quase místico para os habitantes desse mundo.

O livro explora a existência dos cromopatas, pessoas que não conseguem distinguir as Cores e, por isso, vivem à margem da sociedade. O enredo desenvolve-se em torno da ascensão e queda desse grupo, num tom entre a alegoria filosófica e a crítica social, sem nunca deixar de lado uma certa aura de mistério.

Apesar do estilo de escrita ser simples, a narrativa exige alguma atenção do leitor, especialmente na forma como mistura realidade e ficção, confundindo, por vezes, a fronteira entre ambas. É um livro que levanta questões sobre identidade, exclusão e o que é, afinal, a orientação — literal e figurativa — num mundo aparentemente ordenado.

Não sendo uma leitura leve ou convencional, é uma aposta interessante para leitores que gostam de sair da sua zona de conforto e mergulhar em mundos complexos e simbólicos.

Uma ficção científica pouco convencional, com ideias provocadoras e um mundo original. Pode não agradar a todos, mas levanta reflexões interessantes sobre a nossa forma de ver (e interpretar) o mundo.

Classificação

Rating: 3 out of 5.

Leitura com o Apoio

A Bússola e o Labirinto, de Sebastião Alves

A Bússola e o Labirinto do Sebastião Alves
ISBN: 9789895772230
Edição: 10-2024
Editor: Cultura Editora
Páginas: 152
Género: Ficção Ciêntifica
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Wook
Bertrand
Goodreads: 3,82✰ (aqui)

Sinopse

O universo é o Labirinto.

Em todas as direções até ao infinito sucedem-se blocos hexagonais de apartamentos separados por ruas todas geometricamente iguais.

Antes da invenção da escrita e do nome das ruas, como se orientariam então os habitantes deste estranho mundo?

Pelas divinas Cores.

Havia mesmo a crença de que não existiam duas ruas igualmente coloridas em todo o Labirinto. A destoar nesta divina perfeição, os cromopatas, infelizes humanos que não distinguiam as Cores.

Esta é a sua história, de como passaram de um grupo de desgraçados a um estatuto de malditos privilegiados. E de como foram extintos.

Ou não…

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