Fala-me de Um Dia Perfeito

de Jennifer Niven 

Título Original: All the Bright Places

Edição ou reimpressão: 02-2020

Editor: Nuvem de Tinta

Páginas: 384

Género: Romance; Jovem Adulto

Compre:

Wook

Bertrand

Goodreads: 4,17✯ (aqui)

Sinopse

Violet Markey vive para o futuro e conta os dias que faltam para acabar a escola e poder fugir da cidade onde mora e da dor que a consome pela morte da irmã. Theodore Finch é o rapaz estranho da escola, obcecado com a própria morte, em sofrimento com uma depressão profunda. Todos os dias pensa em suicidar-se. E todos os dias algo de bom o impede de o fazer. No topo da torre da escola, a um passo de saltar, Finch vê Violet, prestes a fazer o mesmo. E salvam-se um ao outro. Com Violet, Finch consegue finalmente ser ele próprio. Com Finch, Violet deixa de contar os dias para passar a vivê-los, um a um, em pleno. Mas, à medida que Violet se vai abrindo ao mundo e à vida, Finch vai-se fechando e afastando. Agora é a vez de Violet impedir uma tragédia. Será que o amor pode salvar Finch?

Através de uma história de amor inesquecível, Jennifer Niven mostra-nos como a vida pode ser simultaneamente tão dura e tão frágil, tão doce e tão amarga. Uma lição de vida comovente sobre uma rapariga que aprende a viver graças a um rapaz que quer morrer. Uma história de amor redentora.

A Minha Opinião

Eu já tinha ouvido falar deste livro, pela Sandra do blogue e canal de Youtube Mil Estrelas no Colo e recentemente pelo instagram, onde várias pessoas publicaram as suas opiniões sobre o livro. Muito sinceramente eu crio sempre muitas expectativas quando leio boas opiniões, e depois acabo por me desiludir. 

Mas a escolha desta leitura recaiu sobre a Ana Patricia do instagram @naestantedatixa através do projeto #Chooseforme em que eu voltei a participar e ela foi o meu par de Maio. Enquanto eu escolhi um livro da Coleen para ela ler, esta foi a sua escolha. 

Neste livro conhecemos a Violet, uma rapariga que sobreviveu a um acidente de carro que vitimou a sua irmã mais velha, e que desde desse momento uma parte dela morreu e a outra culpa-se pelo que aconteceu. Num outro ponto de vista conhecemos Finch, que é um jovem que tem tendências suicidas, mas quem vive ao redor dele não se apercebe. Ambos têm o seu primeiro encontro a sério no Campanário do Liceu, onde ambos pensam em saltar e basicamente morrer. Contudo Finch impede que Violet cumpra a sua tarefa, e acaba por lhe dar um novo sentido à vida.

Ora bem, toda a vibe deste livro é triste, mas ao mesmo tempo a personagem com mais tendência para o suícidio é a mais engraçada, o Finch. Ele tem sempre as suas teorias e piadas, que não dão a entender ao certo, para quem o rodeia, a sua vontade de se matar. Ao longo do livro vamos tendo factos interessantes sobre o suicídio, como por exemplo, as pessoas que bebem café têm menos tendência para o suicídio do que as que bebem, entre outros, isto também torna a leitura mais leve e ao mesmo tempo educativa. 

Nem é preciso dizer que gostei bastante desta personagem. Primeiro porque ele não é o típico betinho que sofre bulling e se quer matar. Não, o Finch é mais alto que os outros todos, até tem sorte com os engates, mas tem a alcunha de “esquisito”, por algumas coisas que disse no passado, mas isso não o incomoda, na maior parte do tempo ele tem que se controlar para não bater nos que o provocam, devido a estar por um fio a sua expulsão da escola.

Do lado da Violet, ela é uma miúda popular, o namorado é um gato do liceu, tem um blogue bastante famoso, é uma excelente escritora, mas com o falecimento da irmã tudo isto deixou de fazer sentido. Acaba por ser Finch que a leva de volta ao mundo real. Contudo também me pareceu muito inconsistente, porque por exemplo, ela tem medo de entrar num carro, vai a pé ou de bicicleta para a escola, nem com os pais ao volante ela entra, mas com Finch acaba por entrar. E eu pergunto-me: Não entra com adultos responsáveis por medo, e confia num adolescente louco? Acho que esta viragem no mundo da Violet podia de facto ter sido ligeiramente mais bem pensada. 

Este género literário mais adolescente, há muito tempo que não fazia parte das minhas leituras, não por alguma razão em especial, mas porque não se proporcionou, mas a verdade é que foi uma leitura muito mais fluída do que eu pensei à partida. É um livro que se lê muito bem, e que não nos traz uma história infantil, mas algo que pode efetivamente acontecer, e que cada vez mais se fala no assunto, e é bom para os jovens lerem e poderem ajudar, a si ou aos outros, e perceber que não estão sozinhos.

Vou querer ler o outro livro da autora publicado em Portugal e ver obviamente o filme da Netflix. Contudo tenho receio com este filme, não vá a personagem principal ser negra, algo que não é fiel ao livro e que me enerva profundamente. Não tenho nada contra os negros, mas não percebo porque alteram particularidades das personagens, só para parecer bem aos olhos da sociedade. No livro, o melhor amigo do Finch, o Charlie, é negro, estou curiosa para ver como vai ser no filme. 

Em suma, recomendo este livro, para os mais jovens e não só. É um livro que facilmente abarca todas as idades, e que nos faz refletir sobre muitas questões da nossa vida. 

Classificação 

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