A Conversa de hoje é com Sara Laranjo, uma jovem autora natural de Lisboa, editou o seu primeiro livro no ano passado, conversamos sobre o seu livro, sobre a dificuldade de publicar um livro e de o promover. Convido-vos a conhecer melhor a autora.

Desde já agradeço a sua disponibilidade para conversar comigo Sara. Como surgiu a paixão pela escrita? Sempre quis ser escritora?

Obrigada eu pela oportunidade Liliana.

A paixão pela escrita surgiu muito cedo. Fui, pouco a pouco, deixando fluir este talento. Inicialmente, comecei por escrever pequenos textos com tema definido num caderno oferecido por um familiar, mais tarde já os publicava numa rede social. Os meus textos marcaram presença em vários trabalhos escolares e os anos foram passando, e acabei por ser convidada a publicar em várias coletâneas.

Só após, e depois de tanto feedback positivo, surgiu a ideia deste primeiro livro e assim o nascimento de uma carreira.

Foi um caminho árduo até esta etapa e que nunca vou esquecer as pessoas que passaram por ele ajudando-me a chegar onde estou.

Como foi ver o seu livro em papel pela primeira vez?

Foi um momento único.

Tinha recebido um exemplar pelo correio e podia ter logo aberto o envelope, mas decidi esperar que a minha família estivesse presente para abrir em família, pois sem eles, nada disto seria possível e estou-lhes imensamente agradecida.

Foi realmente um momento muito bonito e senti-me incrível. Ver um projeto que vai ser o início de muitos, e tê-lo mesmo na minha mão, foi o primeiro passo para ser quem desejo. Quase um filho de uma maneira muito especial.

E adorei a capa, era ainda mais linda ao vivo! Tinha algum receio de ser muito escura mas teve a escuridão ideal para cativar o leitor.

Concluindo: fiquei mesmo muito feliz e realizada!

Diz que o livro é baseado em factos reais. Em que se inspirou para escrever esta história?

Na sinopse da obra, refiro que há alguns factos verídicos nesta obra. Inspirei-me para os escrever nas convivências que passei, nas pessoas que passaram por mim e na pessoa que me tornei. Nas pequenas coisas boas da vida e nas que fazem toda a diferença.

Vive em Lisboa, porquê criar uma história passada em Coimbra?

Coimbra é uma cidade de cultura e sempre gostei bastante da mesma. Já lá fui várias vezes, e cada vez que lá vou sinto a cultura e a nobreza daquela cidade. Uma cidade que transpira história e cultura, e é isso mesmo que eu sou: uma amante de história e cultura que só quer passar a mensagem de que isso é algo necessário em tudo o que fazemos e nas escolhas que fazemos.

Coimbra é uma cidade muito bonita e foi uma ótima escolha para esta história, segundo os leitores!

Em que se inspirou para criar as suas personagens?

As minhas personagens são todas inspiradas a partir de pessoas que conheço, momentos que vivi, ou em experiências que tive a oportunidade de passar!

É a minha forma de homenagem aos meus e especialmente às pessoas que admiro. Gosto imenso de criar personagens a partir das qualidades e dos defeitos que me rodeiam!

Sim, os defeitos também! Os defeitos fazem parte e há que saber criar um bom vilão! Um vilão que cative o leitor e que passe a sua mensagem!

Quanto tempo demorou a escrever este livro?

Esta obra foi redigida em mais ou menos 8 meses. Assinei o contrato com a editora a 2 de Março, e de seguida foi então para a revisão começando a ser editada.

Foi uma obra em que investi grande parte do meu tempo nesses 8 meses e estou muito satisfeita com o produto final!

Publicou por uma editora vanity. Como descreve a sua experiência? É algo que voltaria a fazer?

A minha experiencia não é das melhores… Pensei que fosse diferente: que ocorresse mais parceria entre editora e escritora, mais companheirismo e mais publicidade. Pensei que trabalhassem melhor, com mais publicidade e de uma maneira diferente. Desiludiram-me em diversos pontos… A revisão deixou imenso a desejar, e há vários aspetos que esperava que fossem bem melhor…

No entanto, estou eternamente agradecida por premiarem a minha obra. Sei que foi um premio de mérito próprio mas estou muito agradecida pois existem imensas obras que também mereciam. Foi um gigante passo, a seguir à publicação.

No entanto, para ser sincera, não sei se volto a publicar com esta editora. Não quero dizer que não nem que sim, pois a vida dá muitas voltas, mas enquanto não ocorrer nenhuma melhoria que seja realmente visível aos meus olhos, é difícil isso voltar à acontecer. Há parâmetros demasiado importantes que a Cordel d´Prata deixa muito a desejar.

Quanto tempo gasta em média na promoção do seu livro? 

Em média, gasto 70% do meu dia, em promoção da minha obra. Fico muito feliz com os resultados e acabo por ir trabalhando pois um escritor, hoje em dia, não pode ser só a pessoa que escreve, tem também que ser aquele que trabalha para também promover a sua obra.

Aproveito para divulgar um trabalho com alguém muito profissional e em parceria com a página no Instagram criar.tedesing produzimos uma caneca da obra para promover os dois trabalhos! A caneca está ao acesso de todos e foi dos trabalhos que mais gostei de fazer em promoção da minha obra!

Acabei por, também em parceria com uma produtora de autocolantes, responsável pela página de Instagram stickysociety.store, produzir autocolantes personalizados da minha obra!

E realizei muitos mais trabalhos de forma de promover a obra mas que não vou numerar todos, senão nunca mais passávamos à próxima pergunta. Mas aproveito para agradecer: mais uma vez, muito obrigada a todas as lojas que trabalharam comigo e que adorei trabalhar com elas!

Que autores são para si uma inspiração?

Não sei fazer uma seleção. Todos os autores trazem algo de novo à sociedade portuguesa e todos os livros, por muito bons ou maus que sejam, trazem sempre uma mensagem e todos nos ensinam alguma coisa e nos trazem experiências, sejam boas ou más, não deixam de ser experiências.

Quando me perguntam “Ah, que conselho daria a pequenos autores que estão agora a começar?” LEIAM! Leiam muito e sobre tudo! Isso vai trazer-vos cultura e a cima de tudo, experiência.

E se tivesse oportunidade de jantar com eles o que lhes perguntaria, e que restaurante na sua cidade os levaria?

Se tivesse oportunidade de levar qualquer autor da minha editora ou de uma outra a jantar, levá-los-ia a um restaurante que se sentissem bem e que houvesse um clima calmo e pacífico, sem grandes confusões, apenas um restaurante em que fosse possível conversar com eles e ter uma “conversa inteligente” como eu costumo dizer!

Adoraria ter a oportunidade de lhes perguntar qual é a sua história de vida e se se sentem realizados com o que fazem. Adoraria jantar com “gente boa”, resolvida com a vida, bem consigo próprio e com os outros.

Como convenceria uma pessoa a comprar o seu livro? O que acha que é o seu ponto forte?

O grande ponto forte e o que mais desperta a curiosidade dos meus leitores é o prémio que a obra “Uma Vida Marcada por Cartas” venceu. A minha primeira obra publicada foi premiada pelos prémios Cordel D´Prata na 2º edição da Gala de Autores Cordel de Prata.

Este grande ponto forte, e que é um grande privilégio para mim, foi um lançamento na minha carreira e o que mais me permite despertar a curiosidade dos leitores! Um especial obrigada pela oportunidade e pretendo que “Uma Vida Marcada por Cartas” marque ainda mais vidas por todo o país!

O que gostava que lhe tivessem dito antes de publicar o livro, sabendo o que sabe hoje?

Gostava que me tivessem dito que a vida de escritor não era um mar de rosas como muitos demonstram, e é preciso trabalhar imenso para chegar mais longe. É preciso sentir as oportunidades, sentir o momento certo e principalmente ter alguma base em marketing e na promoção da obra, pois eu não tinha, e até nisso eu tive de trabalhar sozinha. É preciso muito para evoluir nestas coisas mais solitárias de escritor.

Mas a cima de tudo, é preciso sentir as oportunidades, sentir que é o momento certo, pois se o escritor não fizer as coisas de corpo e alma é muito difícil obter resultados positivos.

Por fim, quais são os seus projetos para novos livros? 

De momento, tenho vários projetos em mão. Entre eles, e o único que poderei ainda revelar, é o meu próximo livro. Ele terá um conteúdo muito mais extenso do que “Uma Vida Marcada por Cartas” e já se encontra a ser redigido entre esboços e rascunhos que cobrem a minha secretária, coagida a possuir os mesmos sem questionar a sua localização. Não darei detalhes sobre o seu conteúdo, mas poderei dizer que farei tudo para agarrar os leitores como agarrei com esta minha primeira obra.

Tenho grandes expectativas neste próximo livro e não será publicado este ano. Não tenho data prevista para o finalizar embora já tenha grande parte do conteúdo pensado.

Se desejarem falar comigo sobre algum assunto, basta contactarem-me através delas, garanto resposta.

Obrigada!

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